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BIRD E MICROSOFT JUNTOS PELO SOCIAL

O presidente do Banco Mundial (Bird), Robert Zoellick, e o magnata Bill Gates defenderam nesta sexta-feira (25) ante os mais poderosos e ricos do mundo a conclusão em breve da Rodada de Doha de liberalização do comércio mundial, que tiraria da pobreza milhões de agricultores pobres.
Gates, fundador da Microsoft e filantropo, anunciou, ao mesmo tempo, a contribuição de US$ 306 milhões para melhorar a produção agrícola e abrir novos mercados aos agricultores africanos e asiáticos.
"Hoje tomei café com (o secretário-geral da OMC, Pascal) Lamy. A Rodada de Doha avança para um momento crítico e a agricultura é uma parte chave. Um acordo impulsionaria o cumprimento das Metas do Milênio para acabar com a fome e a malnutrição. Esse é o momento de fazer algo", afirmou Zoellick.
"Não serve de muito se um agricultor, através de melhores sementes, solo ou irrigação, aumenta a produção, mas não tem mercado para vender o superávit", acrescentou Gates.
Discussões
A Rodada de Doha, lançada em 2001 na capital do Qatar, está estancada há anos pelas divergências entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos a respeito da agricultura.
As negociações deveriam ter terminado no final de 2004, mas a OMC não espera um resultado antes do fim de 2008.
Em Davos, Lamy se reunirá neste sábado com vários grandes personagens da negociação: Peter Mandelson, comissário de Comércio da União Européia; Susan Schwab, representante de Comércio dos Estados Unidos; o chanceler brasileiro Celso Amorim e o ministro indiano do Comércio, Kamal Nath.
As doações da Fundação Bill & Melinda Gates serão destinadas a pesquisas para melhorar a qualidade das sementes, desenvolver um solo mais saudável e criar novos mercados para os produtos agrícolas.
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Microsoft

Microsoft cria software para 'espionar' usuários!

Ferramenta poderá monitorar desempenho de funcionários no trabalho, diz The Times.

A Microsoft está desenvolvendo um novo software no estilo "Big Brother", capaz de monitorar o desempenho dos funcionários no ambiente de trabalho por meio de suas expressões faciais, comportamento e estado de saúde, afirma uma reportagem publicada nesta quarta-feira pelo jornal britânico The Times.
O diário teve acesso ao pedido de patente enviado há um ano e meio pela empresa ao Departamento Americano de Patentes e Marcas Registradas.
Segundo o The Times, o documento diz que a ferramenta permitiria aos empregadores acompanhar de perto a produtividade de seus funcionários ao terem acesso a seus "batimentos cardíacos, temperatura corporal, movimentos, expressões faciais, e pressão arterial".
O software "espião" permitiria que sensores sem fio captassem com precisão detalhes como "reações do cérebro, arrepios da pele, respiração e expressões faciais" de funcionários sentados no computador.

Privacidade
Segundo o documento, o objetivo do monitoramento seria "automaticamente detectar frustração ou situações de estresse e oferecer a assistência necessária", escreveu o The Times.
Ao detectar mudanças no metabolismo, o software ligaria as informações a uma base com dados do funcionário, como peso, altura e condições de saúde.
Grupos de liberdades civis e advogados ouvidos pelo jornal criticaram a nova ferramenta, argumentando que o software representa uma "invasão em todos os aspectos da vida do funcionário e levanta várias questões sobre quebra de privacidade".
Em comunicado, a Microsoft confirmou ter entrado com pedido de patente para um novo software, mas disse que não é da prática da empresa "fazer comentários sobre patentes em andamento porque podem sofrer alterações ao longo do processo de aprovação pelo Departamento americano de Patentes e Marcas Registradas".
A gigante da informática ainda disse que a notícia publicada pelo The Times se refere a um sistema de monitoramento que "usa a frequência dos batimentos cardíacos do usuário como exemplo de seu estado de saúde para detectar quando este precisa de ajuda no exercício de suas atividades".
A Microsoft acredita que o pedido de patente deve ser aprovado em três anos e meio.

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