Gates, fundador da Microsoft e filantropo, anunciou, ao mesmo tempo, a contribuição de US$ 306 milhões para melhorar a produção agrícola e abrir novos mercados aos agricultores africanos e asiáticos.
"Não serve de muito se um agricultor, através de melhores sementes, solo ou irrigação, aumenta a produção, mas não tem mercado para vender o superávit", acrescentou Gates.
A Rodada de Doha, lançada em 2001 na capital do Qatar, está estancada há anos pelas divergências entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos a respeito da agricultura.
As negociações deveriam ter terminado no final de 2004, mas a OMC não espera um resultado antes do fim de 2008.
Em Davos, Lamy se reunirá neste sábado com vários grandes personagens da negociação: Peter Mandelson, comissário de Comércio da União Européia; Susan Schwab, representante de Comércio dos Estados Unidos; o chanceler brasileiro Celso Amorim e o ministro indiano do Comércio, Kamal Nath.
As doações da Fundação Bill & Melinda Gates serão destinadas a pesquisas para melhorar a qualidade das sementes, desenvolver um solo mais saudável e criar novos mercados para os produtos agrícolas.
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