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Bom, voces conhecem a POSITIVO... è melhor conhecer, esta empresa vai se tornar um FENOMENO !!!


Pois bem, chegou a minha vez de explorar o admirável mundo novo da TV Digital com a análise do DigiTV HD, o conversor de TV digital da Positivo Informática.
A grande diferença em relação ao modelo “não HD” — voltado para TVs convencionais de 480 linhas — é que este já vem com uma porta HDMI, o que permite ligá-lo em TVs LCD e de Plasma já preparadas para HDTV (HDTV Ready) nos modos SD (480i), ED (480p) e HD (1080i). Mesmo assim, esse equipamento também dispõe de uma saída de vídeo composto e RF (nos canais 3 ou 4) compatibilizando-o com as TVs convencionais mais antigas.
A filosofia do DigiTV parece resumir-se a uma única palavra: simplicidade. Pouco maior que uma caixa de sapatos (18 x 6 x 26 cm — LAP) e 1,2 kg de peso, o conversor da Positivo possui apenas dois controles no seu gabinete: um botão central que liga o dispositivo, cercado por um anel iluminado que também troca os canais.
Seu controle remoto é dono de um layout bastante convencional e intuitivo. Seus comandos estão em português e possui algumas teclas que, segundo o manual, ainda não possuem função definida, mas que podem ser aproveitados no futuro à medida que novos recursos forem adicionados ao firmware do produto. Ele funciona com duas pilhas pequenas do tipo AA.
Esse por sinal, foi uma coisa que me chamou a atenção nesse primeiro contato: que a nossa tecnologia de TV digital ainda está num processo de evolução e amadurecimento, de modo que o produto da Positivo está preparado para receber tais mudanças (mais sobre isso adiante).
Na parte de trás localizam-se todas as entradas e saídas do equipamento, onde podemos ver as entradas para antena digital (UHF) e analógica (VHF) o seletor de canal de saída por RF (canal 3 ou 4), a saída de vídeo analógico + som estéreo, a porta USB e HDMI. Todas conexões bem conhecidas por qualquer um que tem — ou já teve — um videogame ou videocassete ligados na TV, de modo que o processo de instalação em si não é algo muito complicado. Analisando o interior do DigiTV, pude notar que o conversor em si é bastante simples, formado pela fonte de alimentação e uma placa de circuito dominado pelo chip STi 7100, um decodificador para H.264/AVC e MPEG-2 formado por três processadores, um ST40 RISC de 266 MHZ e dois ST231 de 400 MHz para decodificação de áudio e vídeo. Mais detalhes aqui.

O sistema ainda conta com 128 MB de RAM DDR, 16 MB de memória Flash e 64 KB de memória EEPROM que abriga o software baseado em Linux. Sua fonte de alimentação interna é do tipo bivolt automático e o consumo máximo de energia fica em 20 watts. A simplicidade do circuito nos faz entender por que o ministro das Comunicações (e ex-jornalista) Hélio Costa anda meio injuriado com os fabricantes locais, por causa do atual preço cobrado por esses conversores. E olhe que os modelos da Positivo estão entre os mais em conta do mercado.
Botando pra funcionar:
É importante observar que, para receber o sinal de TV digital, é interessante — para não dizer obrigatório — que o usuário instale uma boa antena interna ou externa capaz de receber sinais em UHF, o que não é o mesmo que a versão VHF ainda comuns nas grandes cidades.
Já ouvi relatos de experiências bem-sucedidas de recepção com antenas internas, mas como morador de São Bernardo numa região rodeada por morros, eu decidi chutar o balde e subi no teto para levantar uma antena UHF a seis metros acima do prédio, um esporte meio esquecido nesses tempos TV a cabo e antenas parabólicas.
O que posso passar desta experiência é que, como as antenas VHF, é necessário alinhá-la para o lado da fonte do sinal, que no meu caso (e talvez de todo mundo na Grande São Paulo) é na direção da avenida Paulista, acompanhado da boa e velha prática de virar a antena “um pouco pra cá, um pouco pra lá” até chegar na melhor posição. Prova que mesmo com toda a evolução da tecnologia, algumas coisas nunca mudam. ;^)
Ligando o cabo da antena no conversor e este na TV (via HDMI), basta ligar o aparelho na tomada, que o DigiTV inicializa o sistema e automaticamente começa a procurar pelos canais disponíveis. Um processo que pode demorar alguns minutos, mas que no final do processo — se tudo acontecer de acordo com o esperado — o sistema informa quais estações foram localizadas e já sintoniza no primeiro deles.
A partir disso, o DigiTV está pronto para ser usado e sua operação se resume a controlar o volume e trocar os canais, de preferência pelo controle remoto.
Se por um motivo ou outro o equipamento travar e for necessário reinicializar o conversor, basta desligá-lo da tomada, esperar uns 15 segundos e religá-lo. Sua memória de trabalho será limpa e o processo de procura de canais será feito novamente. Esse procedimento também pode ser utilizado para atualizar seu software interno. Para isso, basta que o usuário baixe a última versão do firmware no site da Positivo (na forma de um arquivo) e copiá-lo para um memory key USB. Feito isso, é necessário desligar o DigiTV da tomada, inserir o memory key na porta USB do produto e religá-lo. Assim, o DigiTV localiza e identifica o novo arquivo e atualiza automaticamente o sistema.
Esse negócio de simplicidade também tem seus revezes. Por exemplo, no processo de identificação dos canais, o DigiTV mostra todos os canais que ele encontrou, incluindo os canais de 1-seg, mais voltados para dispositivos móveis e que não vejo muito sentido em assistir numa tela grande devido à sua baixa resolução. O problema é que não existem meios de “desprogramar” esses canais idesejados, o que é simples de ser feito em qualquer TV convencional.
Do mesmo modo, também não é possível incluir novos canais, a não ser reativando o modo de varredura e localização automática de canais. Como no sistema de transmissão digital não tem meio termo — ou a imagem chega boa ou não chega nada — a definição de canais depende das condições de recepção do sinal no momento da varredura. Isso faz com que algumas estações apareçam e até mesmo sumam da lista dependendo do bom ou mau humor do tempo ou do DigiTV. Uma estação memorizada que funciona perfeitamente pode simplesmente deixar de existir de um minuto para outro após uma segunda varredura.
Isso às vezes pode ser resolvido movimentando a antena. Mas o sinal digital não dá pistas de que uma estação começa (ou não) a ser captada. O procedimento de localização de todos os canais — subir no teto, ajustar a antena, descer do teto, reiniciar a varredura e rezar para que algum canal apareça e nenhum suma — pode ser um verdadeiro exercício de paciência sem garantias de uma solução duradoura, caso acabe a luz da casa. Toda a programação pode ir embora.
Como era de se esperar, a qualidade de imagem da TV digital é limpa — sem nenhum chuvisco, sombra ou fantasminha — o que por si só já é um colírio para os olhos de alguns telespectadores, tanto que alguns confundem o sinal digital normal do modo de alta definição (mais usado em novelas, programas de TV/noticiários de geração local e filmes). Nesse último caso, padrão de formato da tela até muda para 16:9 (formado wide) enquanto que nos outros a transmissão ainda é feita em 4:3. Felizmente, o DigiTV é capaz de ajustar as imagens de acordo com o tipo de TV inserindo, quando necessário, as notórias faixas negras (somente no modo de vídeo composto). Também é possível bloquear o conteúdo recebido por faixa etária (10,12, 14, 16 e 18 anos).
Como disse anteriormente, a implantação da TV digital do Brasil ainda está no início, de modo que ainda existe muita coisa a ser feita, ajustada e implementada. Por causa disso, aventurar-se no mundo da TV digital ainda pode ser ainda uma experiência cheia de surpresas, tanto no bom quanto no mau sentido.
Assim, a experiência com o DigiTV pode ser descrita como uma excursão na mata: você se prepara da melhor maneira possível e inicia a jornada com toda animação até afundar o pé no primeiro atoleiro de barro, dar de cara com um galho ou mesmo descer um barranco rolando, que nem o Sonic da Sega. Apesar disso, haverá momentos em que, ao chegar no topo de uma serra, na boca de uma gruta ou mesmo diante de uma queda d’água, o céu irá se abrir e tudo parecerá que valeu a pena. Posso dizer que a sensação é a mesma — pelo menos na parte da tela entrar no formato panorama (16:9) — ao ver pela primeira vez um filme em HDTV numa tela de alta resolução.
É meio complicado descrever isso em palavras, de modo que, talvez o melhor jeito de experimentar essa nova tecnologia, seja passar um pouco de óleo de peroba na sua cara (de pau), ir na casa daquele seu amigo geek ou early adopter e resgatar a antiga prática do “Televizinho”. Outra alternativa é ir numa loja de eletroeletrônicos e ver o sistema funcionando ao vivo.
E se você for mordido pelo bichinho do HDTV, meu alerta é que é que curtir TV digital ainda não é algo simples e pode ser que você nem consiga ver todos os seus canais favoritos. Assim, até que a tecnologia amadureça mais, minha sugestão é que o usuário mantenha seu sistema de recepção analógica, tirando proveito da TV digital mais em em ocasiões especiais, como na hora da novela ou nos filme do horário nobre.
Como dizem os marqueteiros: depois disso, você nunca irá ver TV do mesmo jeito.
Resumo: Positivo DigiTV HDO que é isso? — Receptor de TV digital com suporte para TVs de alta definição (HDTV).O que é legal? — Fácil instalação e uso. Firmware atualizável pelo usuário.O que é imoral? — Sintonizador meio temperamental, você pega ou não pega um canal.O que mais? — Pode ser usado em TVs convencionais. Excelente qualidade de imagem, principalmente em HDMI. Necessário uso de antena UHF.Avaliação: 4,5. Talvez você sinta falta de algum recurso e tenha até algumas dificuldades com o produto mas, no geral, ele cumpre o que promete. (Entenda nossa metodologia aqui).
Preço sugerido: R$ 799.Onde

2 comentários:

henrique disse...

Oi
vi que você republicou um texto original do Zumo.com.br. Sem problemas com isso, mas por favor, dê o link original de onde você retirou o material, ok?
Obrigado!

Nagano disse...

Ah sim, e não diga que vc copiou a matéria do mnagano.com por que ele é um site-associado ao Zumo.com.

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